sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cultura e educação

É comum separar-se naturalmente a cultura de suas relações próximas e íntimas com o terreno da educação. Para alguns, há um espaço para a arte e outro para a educação. E um independe do outro, assim como o outro independe do um. Nesses tempos, porém, em que a política do MINC privilegia uma articulação com o MEC, em ações e parcerias, faz-se mister rever tal postulação. Cultura, em seu sentido mais estrito, compreende o trânsito artístico de bens simbólicos, enquadrando nesse conceito tanto o fazer cultural, propriamente dito, como a construção de conhecimento e técnicas de absorção do mesmo. Já a educação é geralmente limitada ao seu viés formal, aos bancos e demais compartimentos das escolas. A incompatibilidade surge do confronto entre esses dois paradigmas. Não enjeitemos a definição de cultura, apenas revisemos e aprofundemos o nosso diagnóstico de escola.
Até onde educação e escola são sinônimos? Ou caso não o sejam, como caracterizar uma educação extra-escolar ou não escolar? O que significa tornar alguém culto?
Culto, segundo o Aurélio, carrega duas acepções:
1-que tem cultura, instruído, ilustrado
2-civilizado, adiantado
Ora, vulgarmente, preenche-se o termo cultura como se este, de uma forma ou de outra, devesse ser produto de uma ação cognitiva de instrução, transmitida pelo “oligopólio” que comporta mestres, doutores e afins. Justamente nesse ponto encontra-se o fator decisivo de confusão dos dois movimentos: a ação cultural e o périplo educacional.
A cultura, por mais que delimitemos seu conceito, tornando-a parte de uma estrutura disciplinar, isto é, integrando-a ao ato de instrução e agregando-a a uma grade curricular oficial, não traz como resultado nem pressuposto, apenas, a aculturação do indivíduo, tornando-o civilizado e polido, preparado para uma competição inerente ao cotidiano humano.
Ao mesmo tempo em que os realizadores culturais podem ser equiparados a mestres, eles também trazem em si mesmos a semente embrionária da sua própria negação. Expliquemos: os mestres passam adiante um ofício, um conhecimento sobre algum objeto com o qual possuem laços de afinidade, ao fazê-lo, todavia, aguçam no educando um sentido de auto-determinação. Em outras palavras, a cultura emprenha o ato cognitivo de aprendizado de uma visão perturbadora, até certo momento, constrangedora e, por mais ficcional que seja, de um realismo transgressor.
A cultura, assim, passa a um estágio menos instrutivo e mais “insurreicional”, pois ao passo que a educação formal tende a instruir, apaziguar e adequar o indivíduo ao sistema, aquela remete ao caminho inverso: à desconstrução dos conteúdos apreendidos, ao questionamento dos mesmos e à colisão dos indivíduos com seus próprios valores mais arraigados.
Essa trajetória ocorre não eventualmente como nos bancos escolares, mas é requisito para que se estabeleça uma certa consistência no fazer cultural. Não há arte simplesmente alienante, pois seja num palco, seja num livro, ou em qualquer forma de expressão artística, persistem elementos desagregadores e reativos, distintos daqueles pertencentes aos parques de instrução formal.
Isso, ao nosso ver, por dois motivos basilares: em qualquer ambiente educa-se segundo parâmetros e referenciais pré-existentes, no meio artístico a pré-existência de ilações entre expectador e produto cultural serve mais de um mote, um ponto de partida do que um porto seguro de chegada. Por outro lado, o setor cultural, enquanto entretenimento, tende a rechaçar adequações e estigmatizações de qualquer sorte. O autor, ao direcionar-se em prol da inovação e da criatividade, transforma a realidade de modo imperativo, mesmo ao procurar reforçar determinado comportamento, reiterado socialmente, ele não o faz seguindo uma cartilha ou uma regulação normativa, ele traduz o real de modo “estilizado”, conforme a sua própria necessidade de sinergia com o público. Podemos perceber isso claramente na comédia, na caricatura, no hip-hop, no tecno-brega e, em maior ou menor grau, em todos os campos de projeção cultural.
O realizador cultural cria, nunca a partir do zero absoluto, enquanto o educador formal prestigia o seu conhecimento que deve ser reverenciado e absorvido, dentro logicamente de um diálogo não impositivo, porém, também não mutacional. O educador deixa ao bel-prazer do educando a informação consumada em todos os seus estágios de depuração, serve-lhe dos subsídios para sua formação integral, entretanto, apenas no produto cultural este mesmo educando encontrará armas para se inserir e se rebelar contra o “status quo”.
A educação, portanto, necessita trabalhar paralelamente aos projetos culturais, não somente pela ação reflexiva, que se apresenta diferentemente em ambos, mas principalmente pelo aspecto de confirmação, ou não, in locu, dos valores transmitidos na tarefa de ensinar e na sua contrapartida, o aprender.
Não almejamos indivíduos que saibam diferir um Matisse de um Pollock, ou uma obra clássica de uma contemporânea, precisamos, mais do que tudo, de educandos capazes de se compreender e se reinventar como cidadãos a partir de toda e qualquer obra de arte. A cultura não é absorvida, ela é dividida, compartilhada e transformada, sempre se levando em conta uma perspectiva criacionista de ambas as partes, autor e expectador.
Paulo Freire já colocava, com propriedade, que os homens se educam entre si, mediados pelo mundo. A cultura é exatamente um dos canais de mediação com o mundo mais relevante e significativo.
Marcos André Carvalho Lins é bacharel em Direito formado na Universidade Federal de Pernambuco e ocupa o cargo de Técnico Judiciário Federal no TRT -6a Região (Pernambuco), sendo também escritor diletante.

São Gonçalo do Amarante: Prefeito Jaime Calado assina convênio de incentivo à cultura

Foto: Isaías Carlos



O prefeito Jaime Calado(Foto) e o presidente do Centro Cultural do Amarante assinaram nesta quinta-feira (27) um convênio para o oferecimento de cursos de música as crianças de São Gonçalo do Amarante.
A parceria estabelece que a Secretaria Municipal de Assistência Social do município fica encarregada de custear as horas/aula dos professores e a instituição cultural cederá os instrumentos musicais.
O projeto será executado em duas etapas. A primeira já foi iniciada e está beneficiando cerca de 120 crianças e pré-adolescentes, sendo a maioria do Conjunto Novo Amarante.
O curso tem duração de três meses. Com exceção das aulas de técnica vocal o ensino é realizado de forma individualizada nos instrumentos violão, guitarra, contra baixo, bateria e teclado.
Fundo de Cultura – A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante está elaborando um projeto que destina 2,5% da arrecadação do município com ISS e 2,5% com o IPTU para a Fundação de Cultura.
O documento será encaminhado para aprovação na Câmara Municipal quando estiver pronto.A verba oriunda dos tributos municipais vai ser utilizada para apoiar os grupos e os programas culturais desenvolvidos por artistas locais.
Para o prefeito Jaime Calado os investimentos em cultura precisam ser urgentes. “A cultura deve ser uma das prioridades do nosso governo”, afirma Calado.

BANDA DE MÚSICA (CEARÁ -MIRIM/RN)

O QUE ESTA ACONTESENDO?...



O QUE VAI ACONTESER?...




QUAL SERÁ O FUTURO?...


SUA HÍTORIA, SUA VIDA, NOSSA LUTA, NOSSOS TRABALHOS SENDO IGUINORADOS...


UM SONHO SENDO ESQUESIDO DESTRUIDO, UMA VIDA MARCADA...





MÚSICOS FORMARAM UMA COMISSÃO PARA TRATAR DE ASSUNTOS REFERENTES À BANDA...

O PODER EXECUTIVO ESTA FAZENDO OS MÚSICOS DE PALHAÇO...

FOI APROVADO UM PROJETO ONDE CONTRATA 20 MÚSICOS, QUE ATE AGORA NADA DE CONTRATAÇÃO.
SEGUNDO O ARTICULADOR DO PREFEITO SR. EDMILSON, O PREFEITO IRA CONTRATAR 15 MÚSICOS.
E OS OUTROS 5 CONTRATOS PARA ONDE VAM?

Banda militar

Banda de música é um Grupo musical composto basicamente por instrumentos de sopro e instrumentos de percussão onde também podem ser incorporados instrumentos de cordas, como violoncelos, contrabaixos e harpa.
Como nas orquestras, possui um regente à sua frente.
Tem como repertório principal Marchas, Dobrados, Xotes, Polkas, Valsas e músicas populares e eruditas.
História


Primeiramente, é preciso lembrar que até início dos anos oitenta “banda”, na área da música, segundo o Dicionário de Música (Zahar Editores – 1985), tradução da primeira edição inglesa de 1982, era: “Conjunto de instrumentos de sopro e percussão associado originalmente à música militar". No Brasil, assim como nos EUA, entretanto, impõe-se a distinção entre as bandas civis e militares.
A diferença, no caso, é basicamente institucional. As bandas militares, de formação variada atendem às necessidades da caserna. Já as bandas civis se transformaram em instituição de importância ímpar na vida musical, social e cultural do interior brasileiro. Têm, em geral, registro em cartório, sede própria, diretoria, estatutos, escolinha de instrumentistas, arquivo de grande valor musicológico, perpetuando gêneros abandonados pela música comercial.
Resumidamente era essa também a definição fornecida pelos principais dicionários lingüísticos. Entretanto, do início dos anos oitenta para cá, banda passou a ser qualquer conjunto musical, e a banda de antes deixou de ser considerada em alguns dicionários. Conquanto seja a escola de música mais presente no interior do Brasil, a banda não conta a proteção que merece do poder público, e teve que, a partir de então, usar a extensão “de música” para se diferenciar dos demais grupos e conjuntos musicais.


Entre instrumentistas e demais pessoas envolvidas com bandas de música corre a suspeita de que a apropriação do termo é parte de campanha, meio subliminar, para retirar do imaginário popular a figura da banda tradicional; coordenada, não pelos grupos musicais, novos usuários do termo, mas por outros interessados por trás do marketing em torno da cultura popular, nem sempre de raízes nacionais.
Como diz o próprio Dicionário de Música, já referido, a importância da banda, como instituição, transcende o aspecto músico-cultural, para se revestir do aspecto social. Por meio da banda de música muitos talentos se revelam, melhores cidadãos se formam e, não raro, dentre seus instrumentistas surgem lideranças importantes para a comunidade. Jovens em situação de risco social podem encontrar nela caminho seguro, onde superar suas angústias e realizar auto-afirmação.
Formação
Sua formação básica consiste em:

O coreto
Flautim, flauta, clarinete, saxofone (os saxofones alto e tenor são os mais comuns. No entanto, para maior equilíbrio sonoro, é ideal a presença de saxofone soprano e barítono), trompete, trombone, tuba, bombardino, sousafone e percussão. Podem ser acrescidos outros instrumentos, comumente encontrados em orquestras, como o oboé, fagote, trompa, violoncelo contrabaixo acústico e harpa. Atualmente, inclusive nas bandas militares, popularizou-se o uso de instrumentos elétricos e eletrônicos, como guitarra, contrabaixo elétrico e teclado. Tais instrumentos são usados, principalmente, em concertos mais elaborados.
A percussão de uma banda pode ser composta desde a formação básica com caixa, pratos, bumbo, surdo, triangulo até algo mais grandioso, como tímpanos, xilofone e marimba.
Atividade
Participam da vida da comunidade, tocando em festas, enterros, solenidades; e desempenham, no interior, a função ocupada pelos conservatórios nas grandes cidades. Apresentam-se geralmente em praças (banda de retreta), coretos, praças, escolas, teatros, igrejas.
Evolução

A Banda Sinfonica
As bandas militares ou civis, quando chegam ao seu máximo desenvolvimento, denominam-se às vezes banda sinfônica, caso em que incorporam oboés, fagotes, vários gêneros de clarineta, adicionando ainda cordas como violoncelos, contrabaixos, outros metais como a trompa e vasta percussão: tímpanos, gongo ou tan tan, carrilhão, vibrafone, xilofone, bloco sonoro, buzinas, reco-reco, etc.

Banda de Música da 10ª Região Militar


Histórico
A Banda de Música da 10ª Região Militar tem sua origem associada ao 23º Batalhão de Caçadores, desde a criação, no ano de 1889, com a então denominação de 36º Batalhão de Infantaria, na cidade de Manaus-AM. Já em 1915, com a nova denominação de 46º Batalhão de Caçadores, foi transferido para a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.Em Decreto de 11 de novembro de 1919, o “velho” Batalhão de Manaus recebe nova denominação - 23º Batalhão de Caçadores - vindo a ocupar suas atuais instalações na cidade de Fortaleza, na Av 13 de Maio, 1589, no ano de 1941. A Banda de Música, a partir de então, passou a pertencer ao Quadro Efetivo do Quartel General da 10ª Região Militar e adida ao 23º Batalhão de Caçadores.Hoje, a Banda de Música tem, no seu quadro de organização, 45 (quarenta e cinco) componentes, tendo como regente o 2º Tenente Edson José de Santana e como mestre de música o Subtenente Henrique Mendes Lopes, constituindo-se em valioso veiculo de divulgação da imagem do Exército Brasileiro e da Cultura Nacional.

domingo, 23 de agosto de 2009

CEARÁ-MIRIM DE PARABÉNS!!

Diário Oficial
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO
PROCESSO Nº 115229/2009-3

OBJETO: RESULTADO DO PREMIO DO REGISTRO DA PRIMONIO VIVO DO RIO GRANDE DO NORTE-RPV

A Comissão Julgadora do CONCURSO DE REGISTRO DO PATRIMÕNIO VIVO” , nos termos da Lei Federal nº. 8.666/93 e de acordo com os dispositivos deste Edital, nomeada pelo presidente da Fundação José Augusto, Joaquim Crispiniano Neto, através da portaria de nº. 444/08, de 26/09/2008, publicada no Diário Oficial do Estado em 27/09/08, torna público, a quem possa interessar que os vencedores foram:


07 - PESSOAS NATURAIS:

1 – LUIZ DE OLIVEIRA CAMPOS, VIOLEIRO “LUIZ CAMPOS” , 70 ANOS– MOSSORÓ-RN;
2 – JOÃO GRIGÓRIO DA ROCHA, ESCULTOR POPULAR – “GRIGÓRIO SANTEIRO” – 69 ANOS – TANGARÁ-RN;
3 – JOÃO GOMES SOBRINHO, POETA CORDELISTA “ XEXEU” – 71 ANOS , SANTO ANTONIO-RN;
4 - JOÃO VIANA DA SILVA , MAMULENGUEIRO , “JOÃO VIANA” , 79 ANOS , SÃO JOSÉ DE CAMPESTRE-RN;
5 – ANTONIO RODRIGUES DA SILVA, MESTRE DE BOI- DE-REIS “ANTONIO DA LADEIRA” 85 ANOS – SANTA CRUZ-RN;
6 - ANTONIO VIEIRA DA SILVA, MESTRE DE BOI DE REIS E MAMULENGUEIRO, “ANTONIO DO PAPARÁ”, 68 ANOS – MACAIBA-RN e
7 – SEBASTIÃO JOÃO DA ROCHA, MESTRE DOS CONGOS DE GUERRA–, “TIÃO OLEIRO”, 95 ANOS - CEARÁ-MIRIM-RN.

03 - PESSOAS JURIDICAS DE DIREITO PRIVADO:

1 – GRUPO FANDANGO DE CANGUARETAMA – 150 ANOS DE ATUAÇÃO.
2 - GRUPO FOLCLÓRICO CABOCOLINHOS DE CEARÁ-MIRIM – 80 ANOS DE ATUAÇÃO e
3 – GRUPO CHEGANÇA DE BARRA DE CUNHAU – MAIS DE 30 ANOS DE ATIVIDADES FOLCLÓRICAS;

Considerando o prazo recursal, o processo encontra-se com vistas aos interessados para requererem o que couber, na forma da lei.
Natal, 21 de agosto de 2009.
Joaquim Crispiniano Neto
Presidente da Comissão

POR GIBSON MACHADO